Você sabe o que são as métricas financeiras? Trata-se de indicadores que demonstram como o dinheiro está sendo usado na sua empresa. Por meio dessas métricas é possível observar se os investimentos feitos em determinado setor estão gerando o resultado esperado ou não. Realmente elas são indispensáveis para a gestão dos negócios.

Quer saber mais sobre o tema? Neste post abordamos a importância de observar os indicadores, listamos as principais métricas nas finanças e explicamos como elas ajudam na tomada de decisões nas empresas. Acompanhe!

Qual é a importância de fazer o acompanhamento das métricas financeiras?

Os indicadores das finanças demonstram as áreas que apresentam bom desempenho nas empresas e aquelas que precisam de mudanças. O acompanhamento desses números é fundamental para assegurar a saúde financeira e a sobrevivência do seu negócio, afinal, é difícil manter um empreendimento funcionando quando ele não dá lucro, concorda?

As companhias que acompanham essas métricas de forma constante evitam uma série de problemas. Entre eles estão o excesso de clientes inadimplentes, pagamentos em atrasos (o que pode gerar juros e multas), dívidas maiores do que as receitas, custos desnecessários gerados por compras supérfluas etc.

Quais são os principais indicadores financeiros?

Os indicadores das finanças empresariais medem as receitas e os lucros nas companhias, bem como os custos relacionados ao funcionamento do negócio. Por meio desses números ainda é possível saber se os investimentos tiveram resultado positivo ou não. Abordamos os principais índices financeiros a seguir. Confira!

1. ROI

O ROI (Return Over Investment, ou retorno sobre o investimento, em português) mede o quanto a sua empresa ganha em relação ao que gasta. Por meio dessa métrica é possível saber se os investimentos feitos na empresa estão valendo a pena ou não.

Trata-se de um indicador bastante abrangente, podendo ser usado tanto em áreas específicas — como marketing e vendas — quanto para avaliar o desempenho do negócio como um todo.

Esse índice pode ser facilmente calculado. Basta usar a seguinte fórmula:

ROI = (receita – custo) / custo

Suponha que a sua empresa tenha faturado R$ 10 mil no último mês e que o investimento tinha sido de R$ 2 mil no mesmo período. Qual é o retorno sobre o investimento nessa situação? Basta aplicar a fórmula:

ROI= (10 mil – 2 mil) / 2 mil

ROI = 8 mil / 2 mil

ROI = 4

No exemplo acima, o ROI foi 4 vezes superior ao investimento inicial. Se você quiser obter o valor em porcentagem, basta multiplicar por 100. Nesse caso, 400% de retorno.

2. Receita

Faz referência aos ganhos totais dos empreendimentos. Dependendo de sua natureza, as companhias podem conseguir receitas por meio de vendas à vista, vendas a prazo — nesse caso é importante estar atento ao número de clientes inadimplentes —, pagamento de mensalidades por parte dos consumidores — no caso de modelos de negócios recorrentes —, patrocínios, crowdfunding (financiamento coletivo ou “vaquinha online”) etc.

Esse indicador é importante para avaliar se os objetivos estão sendo alcançados ou se estão mais próximos de serem realizados. Você pode observar se a receita está crescendo ou não com o passar do tempo, verificar o que está dando certo e pensar em estratégias que podem ser feitas com o objetivo de melhorar os resultados da empresa.

3. Lucro

Os empreendimentos só se tornam viáveis se lucrarem. Por isso, o lucro é uma das métricas financeiras mais importantes para os negócios, pois demonstra se os esforços estão gerando bons resultados e se os recursos disponíveis estão sendo destinados de maneira adequada.

Para calcular o lucro basta verificar as receitas em um período e subtrair pelas despesas. Para tornar um cálculo mais certo, considere todas as fontes de ganhos do seu negócio — vendas, patrocínios, crowdfunding etc. — e de gastos — compras de mercadorias, aluguel, água, luz, internet, pagamento de funcionários, impostos, entre outros.

4. Custo de Aquisição de Cliente

Essa métrica demonstra o quanto a sua empresa está gastando para conquistar cada cliente. O dado é importante, pois ajuda você a observar se o processo de aquisição dos consumidores é suficiente para manter a alteração saudável ou se há algum risco de prejuízo no futuro da sua empresa.

Se esse custo for muito alto, significa que o valor ganho com cada cliente conquistado não compensa o investimento feito para atraí-lo. Nessa situação, são necessários alguns ajustes. Eles podem ser feitos nas áreas de marketing, vendas ou em ambas, com o objetivo de reduzir os gastos e evitar dificuldades futuras.

Vale lembrar que você pode calcular o Custo de Aquisição de Cliente (CAC) usando a seguinte fórmula:

CAC = (investimento em marketing e vendas) / número de novos consumidores

Suponha que, em um mês, o seu negócio investiu R$ 3 mil nas áreas de marketing e vendas e conquistou 6 clientes novos no período. Nesse caso, o CAC é de R$ 3 mil dividido por 6, que equivale a R$ 500.

5. Grau de endividamento

Por meio dessa métrica financeira é possível saber o nível das dívidas das empresas. Trata-se de um dos números mais importantes para a sobrevivência dos negócios. Se a quantia for maior do que as receitas, será difícil honrar o compromisso e pagá-lo — e, consequentemente, manter o empreendimento funcionando.

6. Receita por empregado

Esse índice ajuda você verificar a produtividade dos colaboradores da sua empresa e verificar se o investimento feito em cada pessoa está valendo a pena. Isso pode indicar se há algum problema no treinamento dos profissionais, se alguma pessoa está com dificuldade de adaptação em relação a algum aspecto do trabalho, se há equívocos nas contratações etc.

Como as métricas financeiras ajudam na tomada de decisões?

A análise cuidadosa dos principais indicadores financeiros ajuda as empresas a tomarem decisões estratégicas com segurança, superando as adversidades que possam aparecer no caminho e assegurando a sobrevivência do negócio.

As métricas ajudam as companhias a verificarem a sua saúde financeira. Caso as finanças não estejam saudáveis, fica difícil assegurar a continuidade do negócio. Para evitar a falência, as empresas podem reduzir os custos, diminuir as dívidas e encontrar maneiras de aumentar as receitas.

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